Maja Escher

bio
Maja Escher nasceu e cresceu perto da barragem de Santa Clara, no sudoeste alentejano, uma região densamente povoada por monoculturas de eucaliptos e com a forte presença das estufas e agricultura intensiva na área do perímetro de rega do Rio Mira e no Parque Natural do Sudoeste Alentejano, abastecidos por essa mesma barragem. Nos últimos anos, o nível da água da barragem (bem como a água do seu próprio poço e furo) baixou drasticamente. Esta constatação e crescente preocupação com a escassez de recursos hídricos e o consequente risco de desertificação do solo, levou a artista a desenvolver uma investigação sobre métodos e engenhos para encontrar, coletar e conservar a água, na procura de recolher informação para, no futuro, vir a construir uma máquina de fazer chuva.

Gigantesco buraco para criar lagoa de retenção

Das recolhas feitas durante a residência artística no Feital e da construção conjunta da represa do Jardim das Pedras surge agora o interesse de investigar os efeitos que grandes barragens e represas têm nas paisagens naturais e sociais de um lugar. Procura-se aqui explorar o espaço público em contextos rurais e evocar a água como entidade viva e agente político.

As fotografias são colocadas em diálogo com excertos da entrevista feita por Mark Kammerhauer (revista topos) a Henk Ovink, Special Envoy on International Water Affairs, agitando uma reflexão crítica sobre a forma como construímos discurso em volta de questões ligadas a alterações climáticas,  desertificação e gestão de recursos hídricos.

Participação da artista no canal Horizonte da plataforma – Buraco negro.
www.buraconegro.ar-s.org