Criarei apenas o que não consigo imaginar (2019)

Perguntar o que significa criar não é o mesmo que perguntar o que criar significa. E por muito se confundirem estas duas questões, é comum achar-se que criar corresponde à satisfação de um significado e de uma identidade. É escusado reiterar o estado de coisas a que isto nos trouxe. Mas importa afirmar que, perante a actual falência da volição enquanto força de ordenação do mundo, será inteligente e sensível desistir da previsão e do controle enquanto modos prevalentes de relação com a alteridade. Esta performance é uma reflexão coreográfica acerca desta afirmação.

Ficha Técnica
Coreografia: Carlos Manuel Oliveira
Interpretação: Carlos Manuel Oliveira, Elizabete Francisca, Luís Guerra
Som, Luz e Espaço: Tiago Gandra
Produção: COTÃO Associação Cultural
Co-produção: Santarém Cultura
Apoio: Fundação GD