olmo

Com esta residência, pretendemos construir uma partilha em forma de som, imagem e objetos.
Apesar de ambos termos um trabalho individual distinto, encontramo-nos frequentemente
a caminhar em paralelo, o que nos leva a criar um percurso sonoro comum, acompanhado de uma dinâmica visual.

Como vivemos relativamente longe um do outro (Lisboa-Porto), achámos que faria muito sentido propor um momento de encontro, criando uma possibilidade de exteriorizar ideias e explorarmos noções de proximidade, de afastamento, de reverberação e eco, projetando-as neste local tão especial. Gostaríamos de levar as nossas “ferramentas” para o atelier, para possibilitar a construção de uma base e de ir buscar elementos ao exterior para serem modelados, montados e tocados.

Em especial foco estará o bombo de Lavacolhos, que o Vicente trará, emprestado pela tia-avó que vive no Fundão. Um objeto importante na tradição das Beiras. Com ele, tencionamos influenciar o nosso espectro sónico, deambulando com ele, batendo nas suas peles por caminhos e em florestas.

André Silva e Vicente Mateus